É vasto,
perpétuo
É assíduo, doce
É névoa,
tempestade
É perdão,
compreensão
É encontro a
dois, a trois
Cascavel no
deserto
Loucura cega
Eu quero ser o D
do alfabeto que te domina. Devoção a você, neste momento.
Aquela que você
deduz
A carona que
você espera numa sexta à noite.
A palavra, o
complemento da sua libido
Do seu prazer
omitido
Da sua vontade
descompassada e do seu olhar desinibido
Do que repousa
na sua cama, despida
Aquela palavra
maldita e mal dita. Que você não quer pensar, mas que eu sei, querida. Você
quer me ouvir dizer.
A mulher que
você quer. A mulher que te devora, a mulher que te faz ficar de joelhos. A
mulher!
Eu? Ela? Você?
Nós? Quem?
Surpresa!
Há um mundo que
te submerge, meu bem, e ele te traz direto para minha cama.
Eu sou a santa,
inteiramente puritana, moça do lar, mulher prendada, que você apresenta aos
pais num domingo
Sou a maldita
que está entre suas pernas, no final do dia, no meio da cozinha.
Jantar a mesa,
prato La Carte
Você é a
sobremesa! Gourmet, feito à mão, esculpida por meus dedos.
Sou a desalmada que você amaldiçoou
no final da noite
É um limbo de
duas pontas, (m)as que n(o) final você se lembrará pelo (r)esto da vida.
CA RA LHA!!! Que texto, fiquei sem ar
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