Todas as frases bonitas dos livros de psicologia,
todos os podcasts,
todos os filmes,
palestras,
nada, absolutamente nada,
vai ilustrar o caos de se escolher.
Nada poderia prever o nó na garganta, a náusea.
Porque se escolher também significa tentar se ancorar no meio de uma
tempestade.
Significa ter que calar o coração – logo eu, um animal sentimental, time Renato
Russo ou como diz cordialmente minha terapeuta: Você tem uma personalidade ‘’emocional".
Logo eu que estou reaprendendo a andar,
e a cada tombo, levanto e caminho alguns metros a mais.
Devagar, mas constante.
E como uma criança olho para tudo:
para a minha sombra,
para o meu apego,
para as minhas cicatrizes
e surge sempre um:
"Por quê? ''Da onde você veio?"
Entra e senta, vamos tomar um café – A casa ultimamente está cheia e o café
caro.
Calibrar
Essa é minha nova palavra:
calibrar o que sinto,
calibrar minhas vontades,
calibrar meu coração,
calibrar minha intuição e razão.
Calibrar.
Menina,
eu te coloco em linhas horizontais, reaprendo caminhos e planejo novas rotas de fuga – se bem que, o universo podia me ajudar nessa,
não é mesmo?
De repente, o seu perfume se tornou o mais comprado por
todas as mulheres de São Paulo.
Seu nome aparece em outdoors, no crachá da atendente que me atende, a melhor amiga de um amigo, você é como um fantasma que eu não consigo exorcizar – E não me leve a mal, você
muito provavelmente é um dos fantasmas mais bonitos que assombra algumas almas
alheias – Toda bonita, inclusive.
Um dia,
faço as pazes com seu fantasma e o deixo ser, sem me assombrar.
No fim, mesmo com um nó na garganta ou peito, já não sei
onde ou se nos dois – Acho que estou emnozada (Não sei se essa palavra
existe – se não existe, lhes apresento)
Mesmo tropeçando todos os dias com seu fantasma,
eu não renego o que sinto,
e muito menos o que dói.
Só que além do amor por ti,
o amor por mim é muito maior.
Quer tomar um café?
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