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quarta-feira, 23 de abril de 2025

Quer tomar um Café?

 

Todas as frases bonitas dos livros de psicologia,
todos os podcasts,
todos os filmes,
palestras,
nada, absolutamente nada,
vai ilustrar o caos de se escolher.

Nada poderia prever o nó na garganta, a náusea.
Porque se escolher também significa tentar se ancorar no meio de uma tempestade.
Significa ter que calar o coração – logo eu, um animal sentimental, time Renato Russo ou como diz cordialmente minha terapeuta: Você tem uma personalidade ‘’emocional".

Logo eu que estou reaprendendo a andar,
e a cada tombo, levanto e caminho alguns metros a mais.
Devagar, mas constante.
E como uma criança olho para tudo:
para a minha sombra,
para o meu apego,
para as minhas cicatrizes
e surge sempre um:
"Por quê? ''Da onde você veio?"
Entra e senta, vamos tomar um café – A casa ultimamente está cheia e o café caro.

Calibrar
Essa é minha nova palavra:
calibrar o que sinto,
calibrar minhas vontades,
calibrar meu coração,
calibrar minha intuição e razão.
Calibrar.

Menina,
eu te coloco em linhas horizontais, reaprendo caminhos e planejo novas rotas de fuga – se bem que, o universo podia me ajudar nessa, não é mesmo?

De repente, o seu perfume se tornou o mais comprado por todas as mulheres de São Paulo.
Seu nome aparece em outdoors, no crachá da atendente que me atende, a melhor amiga de um amigo, você é como um fantasma que eu não consigo exorcizar – E não me leve a mal, você muito provavelmente é um dos fantasmas mais bonitos que assombra algumas almas alheias – Toda bonita, inclusive.

Um dia,
faço as pazes com seu fantasma e o deixo ser, sem me assombrar.

No fim, mesmo com um nó na garganta ou peito, já não sei onde ou se nos dois – Acho que estou emnozada (Não sei se essa palavra existe – se não existe, lhes apresento)

Mesmo tropeçando todos os dias com seu fantasma,
eu não renego o que sinto,
e muito menos o que dói.
Só que além do amor por ti,
o amor por mim é muito maior.

Quer tomar um café?


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