Eu te respiro, mulher.
Na minha matéria, em cada átomo meu, existe uma parte tua.
A inocência do meu amor tem seu nome. Não poderia ter outro senão o seu, meu bem.
O meu prazer tem sua forma não decifrável.
E, como Chico, eu quero brincar no teu corpo feito bailarina.
Os meus melhores beijos têm o formato dos seus lábios que, mesmo sem status civil, eu sei, um dia foram meus.
A minha paz tem um lugar, e ela está onde você estiver.
O meu riso tem um som, notas que nem Beethoven seria capaz de tocar — e é só porque estou com você.
O meu amor tem um lar que te recebe sempre, porque para você a porta sempre estará aberta.
A minha indecência se encontra com a tua, no meio da rua, nas nossas esquinas, nos botecos.
Os meus olhos têm um tom, um milhão de cores numa íris. Sempre que te veem, eles sorriem, minha menina.
Os meus dedos têm sensações. É o toque para tu que te desdobra, que contorna e descobre tua forma majestosa.
Na minha pele, te carrego como tatuagem.
De norte a sul, eu te exibo em tribos, vilas, nos becos da cidade. A oitava maravilha do mundo é tu, meu bem.
OLL:
Eu te amarei enquanto for colorida, menina. Eu te amarei, ainda que só existam tons de azul.
Azul é a cor mais quente, lembra? Esse é o nosso filme secreto.
Não me importo se vai beijar outra boca amanhã. O que estamos vivendo e já vivemos juntas é eterno.
O meu prato favorito é aquele que por ti é tocado. Não há Terraço Itália, Paris seis ou sete que tenha o gosto do seu beijo sagrado.
Saiba: aqui, ali, de lá para cá, no passado e no futuro, nossos destinos foram selados, amor. Nós sempre vamos andar lado a lado.
E é por isso que não há mágoas em nossas partidas. Estamos fora do tempo e sabemos: sem dia e hora, nosso encontro a vida sempre há de marcar.
Teu corpo é meu espelho. Em tuas linhas, eu navego. Por todos os poros do meu corpo é denunciado: eu ainda te amo. E, meu bem, quer saber? Eu não nego.
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