Eu queria ser como Frida, desenhar teus traços que são tão preciosos e te colorir inteira. Eternizar cada parte tua.
Eu não duvido, amor, que tu serias a arte mais linda do Louvre.
Eu queria ser compositora, te escrever um hino e te deixar em uma frequência infinita.
Você, que me apareceu assim, tão repentina, com um tom de lar.
Você fez florescer partes de mim que nem eu mesma sabia que ainda existiam.
Eu, que pensei nunca mais ser capaz de me apaixonar por alguém.
Eu, que já estava decidida a aposentar meu coração.
E então veio tu, menina. Leve e serena.
E me mostrou que o amor tem seu nome e sobrenome.
Como eu queria poder repousar nos teus lábios e descansar no teu abraço.
Como diria Catto: "Eu adoraria saber o percurso da sua boca à minha."
Como eu queria, amor, não estar tão despedaçada.
Ser inteira pra você.
Como eu queria não carregar um mundo de bagagens e cicatrizes tão profundas.
Não ter esse medo absurdo de ser feliz.
Como eu queria, numa daquelas noites em que provavelmente esbarrei com você,
Te olhar e saber que esse dia (o nosso dia) chegaria.
Eu te esperaria, amor. Você pode apostar que eu esperaria o tempo que fosse.
Você vale cada segundo, cada minuto, cada hora, meses e anos de espera.
Eu estou me reconstruindo.
Eu juro que estou.
E eu te prometo, meu bem,
Estou tentando ser corajosa e não ter medo.
Medo do novo, medo dessa aventura incrível que eu sei que teremos.
Escrever sobre ti, sobre nós, é a coisa mais difícil que já fiz.
Não existe palavra no mundo que consiga expressar tudo que você é,
Tudo que somos e tudo que nasceu aqui.
Você é linda, toda linda.
Você é meu sol.
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