Todos os bares da Augusta sabem de você, mulher.
E se aquelas mesas, balcões e cadeiras pudessem falar…
Ah! Cada muro desta cidade teria um poema sobre você,
cada parede de banheiro sujo, um rabisco com seu nome e o meu.
Dizem que, depois da meia-noite, nada decente acontece.
Isso pode vestir bem aos puritanos,
porque é depois da meia-noite que o ego some,
que as máscaras caem, que os corpos caem, que as roupas caem.
E é sempre depois da meia-noite,
fumando um cigarro, que tu vens até mim, como um fantasma que já reconheço noite adentro.
Não me estranha mais quando tu, solenemente vem me visitar
Você já tem e reconhece o seu lugar.
É, menina…
Depois de tanto tempo tentando desvendar suas cicatrizes,
tentando decifrar seu olhar.
Te sirvo um vinho. Acendo seu cigarro.
Me conta, como foi o seu verão?
Já não espero mais por você.
E acredito que você também não me espera mais.
Entendemos, enfim, que no fim nos reencontramos
após a meia-noite, nos bares, nas esquinas— seja eu no Sul, seja você no Norte.
Tu casada com dois filhos. ou eu com aquela menina de decote.
Você em Copacabana, e eu no corre
Não importa.
Seja como for, no meio de tantos corpos,
hoje reconheço suas cicatrizes.
E mais—hoje reconheço seu olhar.
Que pode não me amar,
mas nunca me esquecerá.
E eu te pergunto:
o que é o calor de Copacabana comparado ao nosso beijo?
estava sumida... sdds de te Lee perfeita como sempre
ResponderExcluirNāo sei absolutamente nada sobre copacabana mas sobre esse texto sim [ Formidável ]
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