Eu sou a serpente que intrigou Eva.
Eu sou os vulcões em erupção no
centro da terra.
Eu sou a metamorfose diluída.
Eu sou o caos em sua forma mais bela
e intima.
Olhe para mim, meu bem... Veja como
eu machuco, veja como eu amo... Como eu vou embora.
Eu sou a porra da rainha de copas no
seu baralho, veja como eu ganho com maestria no seu jogo. Porque no final das
contas a vida é só mais um jogo fodido.
Querida, veja como você é engolida
por mim, como uma boa pressa se rende a morte.
Eu sou a que te mastiga lentamente.
Eu sou as palavras que te dá prazer
numa sexta solitária.
Eu sou as mãos que explora teu corpo
trêmulo
Eu sou a vertigem das coisas que não
podem ser alcançadas
Eu sou o pior erro
Eu sou a adrenalina que percorre
corpos.
Eu sou o alfabeto inteiro, na ponta
da sua língua, que só sabe pedir por mais.
Eu sou a obscuridade num conto do Allan
Poe
Eu sou os contos eróticos de Anaïs
Nin
Eu sou o olhar do que seduz
Eu sou a trivialidade das coisas
inoportunas
Eu sou uma mulher com muitos
pretéritos, mas dentro deles, eu me reinvento!
‘’Sou como rua, beco podre da cidade
Eu sou os filhos mal paridos da nação
Sou a coragem até no grito dum
covarde
O que não basta, não se entende, eu
sou um furacão’’
Não me interessa amor pelas beiradas.
FANTÁSTICO!! Sua escrita é muito envolvente....
ResponderExcluirMayara, Mayara... Uma mulher que me implode,quero te encontrar algum dia
ResponderExcluirEsse texto é tuuuuudo pra mim!! Incrível may
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