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terça-feira, 28 de maio de 2019

Um evento catastrófico.


Eu sou a serpente que intrigou Eva.
Eu sou os vulcões em erupção no centro da terra.
Eu sou a metamorfose diluída.
Eu sou o caos em sua forma mais bela e intima.
Olhe para mim, meu bem... Veja como eu machuco, veja como eu amo... Como eu vou embora.
Eu sou a porra da rainha de copas no seu baralho, veja como eu ganho com maestria no seu jogo. Porque no final das contas a vida é só mais um jogo fodido.
Querida, veja como você é engolida por mim, como uma boa pressa se rende a morte.
Eu sou a que te mastiga lentamente.
Eu sou as palavras que te dá prazer numa sexta solitária.
Eu sou as mãos que explora teu corpo trêmulo
Eu sou a vertigem das coisas que não podem ser alcançadas
Eu sou o pior erro
Eu sou a adrenalina que percorre corpos.
Eu sou o alfabeto inteiro, na ponta da sua língua, que só sabe pedir por mais. 
Eu sou a obscuridade num conto do Allan Poe
Eu sou os contos eróticos de Anaïs Nin 
Eu sou o olhar do que seduz
Eu sou a trivialidade das coisas inoportunas
Eu sou uma mulher com muitos pretéritos, mas dentro deles, eu me reinvento!

‘’Sou como rua, beco podre da cidade
Eu sou os filhos mal paridos da nação
Sou a coragem até no grito dum covarde
O que não basta, não se entende, eu sou um furacão’’

Não me interessa amor pelas beiradas. 


3 comentários:

  1. FANTÁSTICO!! Sua escrita é muito envolvente....

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  2. Mayara, Mayara... Uma mulher que me implode,quero te encontrar algum dia

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  3. Esse texto é tuuuuudo pra mim!! Incrível may

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