Precisei alimentar as frases vazias e esquecidas, escritas num pedaço de papel, amassadas pelo quarto... Ou será dentro daquela caixa no canto?
Eu precisei, mulher! Não foi por maldade, talvez por fraqueza. E posso culpar esse whiskey barato que acabo de terminar e dizer: foi por saudade!
Foi para ler sobre você
E descobrir um pouco mais sobre mim.
“Estou te escrevendo porque não consigo tirar você da cabeça. Hesito em dizer qualquer coisa tipo ‘me perdoe’ ou qualquer coisa assim. Mas quero te contar umas coisas, mesmo que a gente não se veja mais. Penso em você, penso em você com força e carinho. Axé.”
Falo também que foi para entender em que diabos de luta contínua ou esquina eu fui, por fim, nocauteada.
E depois desse coma, amor... De passar por tantos dias, meses e anos sem querer pensar ou entender, de simplesmente sobreviver, eu dou meu primeiro suspiro de paz. Caminho tênue por esse quarto que poderia dizer: “tem alguns metros quadrados”. Não muitos, minha matemática é ambígua e destroçada, mas sei te dizer com exatidão por quantos dias e anos eu amei você. Mas caminho firme e, apesar de “alguns metros quadrados”, te digo: essas palavras me levam a outra dimensão.
“Até o último momento, esperei que você me chamasse pelo telefone. Que você fosse ao aeroporto. Casablanca, última cena. Todas as cartas de amor são ridículas. Esse lugar confuso de que fala Caetano. E eu estava só começando a entrar num estado de amor por você. Mas não me permiti, não te permiti, não nos permiti.”
Ah, Caio... Eu sei. Eu posso sentir a euforia de Sérgio ao te ler! De desencontros em noites e mais... Devo concordar: não acho bonito que a gente se disperse assim. E eu também não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de sentir.
E Hilda nos compreenderia, né? “A enorme incoerência. De desamar, amando. E te lembrando.”
De tu, sim, eu personifico a minha frase feita: almas predestinadas se encontram e reencontram.
Que não te falte poesias, amor.
Que não te falte beijos.
Jantar ou café à mesa.
Que não te faltem abraços e cuidados com suas lamúrias e disfarces.
Com suas dores e tempestades.
Que não te faltem cartas e telefonemas.
Que não te faltem morangos ou aquele seu prato preferido.
Que não te faltem cigarros e sorrisos.
Que a minha falta te abandone quando esse poema acabar.
Que, nos teus espaços, traços e linhas, cores te reinventem.
“Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.”
Que texto... Que olhos.. Que Tudo!!!!
ResponderExcluirGratidão pela visita!
Excluirsempre que venho ler seus textos fico me perguntando quem será sua musa inspiradora ? de novo e de novo ... um belo texto, lindo muito lindo
ResponderExcluirobs:: não sei se é só cmg mas só consigo comentar no seu blog pelo computador, pelo celular da erro.
Gratidão.
ExcluirSobre o erro... Não sei parceira(o) se descobrir, arrumo.
que belessimo texto, sua escrita encanta
ResponderExcluirler seus textos melhora 100000% meu dia. Amoooo!
ResponderExcluirqueria ter metade do talento que vc tem e beleza tbm uhuuehueueu
ResponderExcluirVi vc no metrô segunda feira... finalmente achei seu blog! Continua linda e talentosa o tempo faz vc cada vez melhor... Bj bj
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