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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Caos.

Eu estive junto dos imorais, sujos e zombeteiros. Lavei minha alma com whisky barato, saturei-me com o caos, observei os miseráveis cuspirem desordem, discutirem guerras, instigando-se de sofomania. Aonde também as descrições de lares eram mutuamente comparadas a Sodoma e Gomorra, deformando instintivamente todo e qualquer senso. Sim, ele, Judas, casou-se com Jezabel, somos filhos legítimos do pecado, nascemos nos esgotos de São Paulo, e daqui observamos toda merda embrulhada em carros importados, em euros, em fodas destemidas, em putas de luxo, em donas de casa amarguradas e soberbas. Nos bares onde vermes tocam jazz, apreciei, desnuda, o deságue das prostitutas que, em sintonia, gozavam do heteronormativo. Sentei-me junto a Kundera e avoquei de perto os deuses que sobressaiam da fumaça de charuto barato. Os corpos, os deuses, espalham niilismo. Apreciem, eles disseram.

3 comentários:

  1. O que tem de talento tem de beleza.. Encantada.

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  2. Mayaraaa você tem que recitar o que escreve em Sarau. Sua forma de escrever marginalizada é forte e tocante e leva as pessoas para esse mundo psicodélico (PESSOAS, PORQUE MOSTREI PRA VÁRIAS AMIGOS O QUE VOCÊ ESCREVE) geral disse a mesma coisa!!!

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Ichi-go ichi-e