Hoje eu escrevo para os cegos, para os mudos.
Para quem já não me ouve e já não se encanta com um sorriso;
Para quem deixou seus sonhos morrerem em pseudo-momentos;
Para quem já não sente e se perde em razões paliativas, em mundos paralelos;
Para quem já não entende minha fala psicodélica.
Hoje, tudo que sobrou são mágoas, mentiras e um amor fodido.
E o que nos resta são meias palavras, meias mentiras, meias verdades omitidas.
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Ichi-go ichi-e