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sexta-feira, 14 de março de 2025

Cuba ou Lisboa?



Como eu poderia, em um dia de verão, ouvir Bill Withers

se o sol não brilha quando você vai embora,
e eu me pergunto se você foi para sempre?

Como eu poderia ouvir Ben E. King de madrugada e não ter medo,
se não posso te perguntar:
Você ficaria ao meu lado?
E então, me enrolar no seu abraço.

Bonita, como eu poderia dizer que toda beleza está nesse momento?
Se ouço Tom Jobim e não posso gritar aos quatro cantos que: Se você me amar também, a vida será bonita.
Bonita!

Porque é você, sempre foi você.

Você me atingiu como um raio de luz.
E a vida, menina, é tão mais vida de manhã quando vejo você, saiba, você é meu Sol.

E amor, como eu poderia esquecer das horas agora?  

Quais tons eu dou para os domingos?

Se quando estou com você, tudo é mais divertido?
Eu ainda posso me divertir sozinha, mas com você é muito melhor, é fácil.

Como eu poderia negar e dizer que ainda não sou TUA? Se é do seu sorriso pela manhã que eu mais sinto falta? 

Vagarosa, formosa menina.

E como não procurar uma forma de enxergar nós dois chegando em algum lugar? Porque é com você que eu queria estar, pro dia poder clarear e o coração reencontrar.

Eu te disse, quando estávamos deitadas no escuro: que estou ligada a você, onde quer que eu esteja, onde quer que você esteja.
Mesmo que entre nós haja um Saara,
ou uma Baía de Guanabara.

E eu não estava errada quando disse que sabia que a gente ia ser feliz juntinhas, pra todo dia dividir carinho

Ainda tenho 29 beijos para lhe dar.

E não poderia negar que sinto falta da sua pele no meu corpo, da sua voz no meu ouvido, quando você diz que falta pouco.

E eu queria, meu bem, deixar a hora passar devagar, pra dar tempo da gente se ter.

Como eu poderia deixar de ouvir todas essas músicas, se elas carregam toda a beleza do que foi e é amar você?

E hoje eu te pergunto, amor…
Ainda pode ser o meu cabelo? Ou o jeito que eu ando? Ainda pode ser o meu tamanho?

Cada dia que passa, eu fico melhor, principalmente por mim,
mas ainda...
Onde quer que eu ande, é com você que eu quero dividir a paz de um domingo.

Me diz, tu sentiu o que eu senti?
Cuba ou Lisboa?
Pra onde você chamar, eu vou, pra gente, enfim, se amar e se esquecer outra vez nas horas.






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